O circovírus aviário (BFDV) é o agente da Doença do Bico e das Penas (PBFD), uma infecção viral que afeta psitacídeos como calopsitas, agapornis, ring neck, cabeça-de-ameixa, grande-alexandre, papagaios e araras. É altamente transmissível entre aves e, hoje, não existe vacina comercial nem tratamento curativo.
Ring neck, cabeça-de-ameixa e grande-alexandre
Os três pertencem ao gênero Psittacula e estão entre as aves mais criadas no Brasil hoje. Como qualquer psitacídeo, são suscetíveis ao circovírus: o vírus não escolhe espécie, escolhe oportunidade. Quanto maior o plantel dessas espécies, maior o valor de testar por PCR antes de formar casal ou introduzir ave nova.
Uma ave sem nenhum sinal clínico pode estar infectada. Por isso a impressão de que "a ave parece saudável" não substitui o exame: o diagnóstico por PCR é hoje a principal ferramenta para decidir com segurança antes de formar um casal ou introduzir uma ave nova no plantel.
A transmissão acontece por contato direto e por penas e secreções contaminadas, e o vírus resiste no ambiente por longos períodos. Isso torna a triagem por PCR, e não só a observação clínica, o caminho mais confiável para proteger o plantel.